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Negócio criado em 2024 por Ingrid Lorena da Silva e sua mãe valoriza saberes locais, cultura e bioeconomia 

A Estação das Plantas nasceu a partir da relação entre Ingrid Lorena da Silva e sua mãe, Cristina da Silva Oliveira. O negócio foi criado no início de 2024, na periferia de Belém (PA). “A ideia foi construída aos poucos. Minha mãe sempre gostou muito de plantas, sempre teve muitas em casa. E as pessoas passavam aqui perguntando se a gente vendia. Então, quando fiz a graduação em agronomia, comecei a ter afinidade com o empreendedorismo e percebi que poderia virar um negócio”, conta Ingrid.  

Hoje, a floricultura funciona na própria residência, com foco em plantas ornamentais. Um dos diferenciais são os vasos de cerâmica com grafismos marajoaras, produzidos a partir da parceria com uma associação de artesãos. “Esses vasos regionais são bem famosos e têm bastante procura, é um jeito de valorizar a cultura local. As peças também podem ser usadas como cumbuca e a gente faz opções personalizadas para eventos”, explica. 

As vendas acontecem de forma presencial e por canais digitais, principalmente a partir do marketplace do Facebook. A participação em feiras ainda é um objetivo em construção. “É algo que estou buscando para o próximo ano, para ampliar o alcance do trabalho e conquistar outros públicos”. Atualmente, ela mantém outro emprego home office, o que permite conciliar as atividades e investir no crescimento da Estação das Plantas.  

A floricultura abriu novos caminhos para Ingrid, que foi convidada a participar de painéis e rodas de conversa durante a COP30 – inclusive, a bioeconomia ocupa um lugar central em sua visão de futuro. Para ela, empreender é um processo de aprendizado contínuo. “É exercer a nossa criatividade em uma coisa que a gente é apaixonada por fazer. Especialmente em um negócio que mexe com a natureza e com a terra, que são tão importantes e trazem ainda mais um propósito”, relata. 

Conhecimento e planos 

Esse processo foi fortalecido com a participação no Ganhaê, Mulher – projeto gratuito que apoia o empreendedorismo feminino brasileiro. A iniciativa, realizada pelo Mercado Pago em parceria com a Aliança Empreendedora e a Barkus, foi lançada em 2022. O intuito é promover educação de forma descomplicada para que elas possam crescer, organizar melhor a gestão e conquistar mais autonomia financeira. Outro foco é conectar mulheres, incentivar a troca de experiências e o apoio mútuo. 

Ela esteve presente nas duas primeiras fases: formação via WhatsApp e, depois, a aceleração conduzida pela Aliança, com 100 mulheres selecionadas para três assessorias individuais, três mentorias coletivas e um grupo de networking. Para Ingrid, o programa ajudou a colocar em prática metas de produção de conteúdo e organização financeira. “Era o que eu precisava no momento. Agora, consigo entender o que estou gastando e vendendo, e colocar em planilha para entender onde eu quero chegar”, explica. 

Os próximos passos incluem montar um estoque mais consistente, além de participar regularmente de feiras e realizar ações sociais voltadas a crianças da comunidade. Em pouco tempo, a Estação das Plantas já cultiva reconhecimento no território onde está inserida, sendo inspiração para quem acompanha sua expansão. Enraizada em saberes familiares, parcerias locais e conhecimento técnico, a floricultura se desenvolve de maneira orgânica, apontando direções para o empreendedorismo feminino em Belém. 

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