O Brasil vive um dos maiores ciclos de empreendedorismo da sua história. Só em 2025, mais de 4,6 milhões de pequenos negócios foram abertos, o que representa cerca de 97% das empresas do país. Mas há um dado que exige mais atenção: grande parte desses empreendimentos nasce não de uma oportunidade, mas de uma necessidade.
Por trás de cada número, existe uma pessoa gerando renda, sustentando sua família e construindo alguma estabilidade em um cenário, que muitas vezes é carregado de incerteza. E, quase sempre, essa pessoa não começa com acesso a capital, conhecimento estruturado ou redes de apoio.
É nesse ponto que o empreendedorismo deixa de ser apenas uma iniciativa individual — e passa a depender de um ecossistema.
Ao longo dos últimos 21 anos, a Aliança Empreendedora tem atuado justamente nesse espaço: fortalecendo as condições para que o empreendedorismo de base não apenas exista, mas se sustente e evolua. E essa trajetória não pode ser explicada por uma organização isolada.
Ela é resultado de uma construção coletiva.
Uma rede que conecta empreendedores, equipe, voluntários, parceiros institucionais e de projetos, investidores sociais e diferentes atores do ecossistema. Um sistema onde cada parte exerce um papel complementar e onde o impacto só acontece quando essas conexões funcionam de forma consistente.
Falar sobre 21 anos da Aliança Empreendedora, portanto, não é apenas revisitar uma linha do tempo. É reconhecer a existência e a força dessa rede.
E, dentro dela, o papel do investimento social é central.
Mais do que viabilizar projetos pontuais, os parceiros financiadores e investidores sociais tornam possível algo mais estrutural: escala, continuidade e aprofundamento do impacto. São esses investimentos que permitem ampliar o acesso a conhecimento, desenvolver metodologias, criar tecnologias sociais e chegar a públicos que, muitas vezes, estão à margem de outras políticas e oportunidades.
Esse tipo de investimento não atua no curto prazo. Ele sustenta processos.
Fortalecer o empreendedorismo de base no Brasil exige mais do que incentivar a abertura de negócios. Exige fortalecer o ecossistema que sustenta esses empreendedores.
E isso exige alinhamento entre quem executa, quem investe e quem fórmula políticas.
E é a partir dessa experiência acumulada que nasce mais uma edição do Summit Aliança Empreendedora.
Em 2026, o encontro acontece entre os dias 9 a 11 de junho, em Brasília, reunindo diferentes atores que, de formas complementares, atuam no fortalecimento do empreendedorismo no país.
Mais do que um evento, o Summit é um espaço de articulação.
“Aqui é um momento de integrar parcerias, ou seja, governos, entidades, bancos e empresas.” — Wellington Dias, Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil.
Confira alguns destaques da edição 2025:
- 500 participantes presenciais
15 autoridades do Governo Federal
- 80 representantes do poder público
- 60 painelistas
- 135 membros na Delegação
Um ambiente que desloca o debate do empreendedorismo da narrativa individual para uma análise mais estrutural — considerando os desafios reais de quem empreende, as barreiras de acesso e o papel de quem investe e constrói soluções para esse público.
Se já sabemos quais são os principais desafios do empreendedorismo de base no Brasil, por que ainda avançamos tão lentamente na construção de soluções consistentes?
A resposta, muitas vezes, não está na falta de conhecimento, mas na dificuldade de transformar esse conhecimento em ação.
É nesse intervalo entre diagnóstico e execução que o Summit Aliança Empreendedora 2026 se posiciona.
Ao longo dos três dias, o encontro propõe menos discurso e mais direcionamento: alinhar prioridades, qualificar decisões e aproximar quem define caminhos de quem vivencia os desafios na prática.
As inscrições desta edição abrirão em breve e você é nosso(a) convidado(a). O evento reúne diferentes perfis interessados no fortalecimento do empreendedorismo de base e, ao mesmo tempo, é especialmente relevante para organizações, empresas e investidores sociais que buscam direcionar seus recursos de forma mais estratégica, conectada a quem está na ponta e aos desafios reais do território.
Fortalecer o empreendedorismo de base no Brasil é garantir que existam caminhos consistentes para que esses negócios se desenvolvam ao longo do tempo.
E isso exige mais do que boas intenções. Exige decisões mais bem orientadas, investimento qualificado e compromisso com resultados de longo prazo. Vamos juntos?