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O estudo sobre microempreendedorismo no Brasil “Tese de impacto para inclusão produtiva e crescimento do PIB até 2030”, da Aliança Empreendedora, mostra por que os pequenos negócios ocupam uma posição central no mercado de trabalho brasileiro.

A pesquisa analisou dados da PNAD Contínua, do IBGE, e trouxe um recorte que considerou trabalhadores por conta própria ou empregadores sem sócios com até cinco ocupados, formais ou informais.

Esse estudo sobre microempreendedores brasileiros irá ajudar você a entender quem está ficando para trás quando a formalização avança de forma desigual entre regiões, áreas urbanas e rurais e diferentes grupos sociais.

O que o estudo sobre microempreendedorismo no Brasil mostra sobre o tamanho desse mercado?

O estudo sobre microempreendedorismo no Brasil mostra que esse grupo passou de 23,2 milhões de pessoas, em 2016, para 27,9 milhões em 2025. A participação entre os ocupados também subiu, de 26% para mais de 27%.

Esse crescimento confirma que o microempreendedorismo deixou de ocupar uma posição periférica. 

Agora, ele já forma o segundo maior bloco de ocupação no país e participa diretamente da geração de renda, do consumo e da atividade econômica.

O perfil também mudou:

  • a participação feminina passou de 32,1% para 34,4;
  • a presença de pessoas com ensino superior completo avançou de 12% para mais de 20%;
  • a parcela com fundamental incompleto caiu de 35% para menos de 25%.

Entre os números que ajudam a dimensionar esse público estão:

  • 27,9 milhões de microempreendedores em 2025;
  • mais de 27% dos trabalhadores ocupados;
  • 34,4% de participação feminina em 2025;
  • mais de 20% com ensino superior completo.

“A gente viu um salto em relação ao ensino. A gente teve mais pessoas nos últimos anos conseguindo estudar, a tecnologia contribui muito para isso, mas a gente entende também que esse número pode ter crescido um pouco por conta da PEJotização, que é algo que não podemos fechar os olhos. Quanto a gente conta o número de MEIs e pessoas formalizadas, vão existir pessoas que tem um CNPJ, mas que não necessariamente estão empreendendo de fato, às vezes ela está trabalhando para uma empresa.”

— Mariana Rodrigues, cargo certinho na Aliança Empreendedora a inserir

Quer acessar todos os dados da pesquisa? Baixe o estudo completo da Aliança Empreendedora e confira as análises sobre o microempreendedorismo brasileiro até 2030. 

Quem são os microempreendedores brasileiros hoje?

Os microempreendedores brasileiros informais são, em sua maioria, adultos de 25 a 54 anos, pessoas pretas e pardas, com presença mais forte no Sudeste e no Nordeste e, em muitos casos, de baixa escolaridade. 

Entre os analisados, 87% são pretos ou pardos, 66% têm entre 25 e 54 anos, 28% não concluíram o ensino fundamental e 33% são mulheres.

Geograficamente, o Sudeste concentra 40% desse público, seguido pelo Nordeste, com 29%. 

Os dados mostram que o microempreendedorismo informal brasileiro está fortemente relacionado a grupos e territórios em que a vulnerabilidade econômica é mais presente.

Esses indicadores ajudam o estudo sobre microempreendedores brasileiros a traçar um retrato mais claro de quem empreende na informalidade no país e das desigualdades que atravessam esse grupo.

Imagem estudo-sobre-microempreendedorismo-no-brasil-infografico

Qual é a diferença entre microempreendedores formais e informais?

A diferença entre microempreendedores formais e informais é simples: os formais têm CNPJ e, por isso, conseguem acessar com mais facilidade nota fiscal, crédito e contratos; os informais atuam sem CNPJ e têm acesso mais limitado a esses recursos. 

No estudo, essa diferença também aparece na renda: em 2025, os formalizados recebiam cerca de R$ 6.500 por mês, contra aproximadamente R$ 2.000 entre os informais. 

Indicador Formais Informais
Situação cadastral Com CNPJ Sem CNPJ
Renda mensal em 2025 Cerca de R$ 6.500 Cerca de R$ 2.000
Participação estimada Cerca de 30% Cerca de 70%
Acesso a nota, crédito e contratos Maior Mais limitado

Por que a informalidade é tão desigual entre as regiões?

A informalidade é desigual entre as regiões porque infraestrutura, acesso a serviços financeiros, proximidade de mercados e conectividade variam bastante pelo país.

Neste sentido, o estudo sobre microempreendedorismo no Brasil mostra diferenças marcantes nas taxas de formalização.

  • Sul, Sudeste e Centro-Oeste registram taxas de 48%, 41,7% e 40%, respectivamente. 
  • Norte e Nordeste aparecem em patamares bem menores, com 20,5% e 15,5%.

A distância também surge entre áreas urbanas e rurais. Em 2025, a formalização urbana estava perto de 38%, enquanto a rural permanecia por volta de 12%.

Este estudo sobre microempreendedores brasileiros ainda aponta que ter acesso a esgoto aumenta em 3,2 pontos percentuais a probabilidade de formalização no ano seguinte. 

Aprofunde os dados sobre formalização e informalidade no Brasil. Baixe o estudo completo e consulte os indicadores, gráficos e análises da Aliança Empreendedora. 

E se quiser ver um bate-papo sobre o estudo, dê o play no vídeo abaixo:

Como a formalização impacta renda, pobreza e PIB?

A formalização impacta renda, pobreza e PIB porque amplia o acesso do pequeno negócio a mercados, meios de pagamento, crédito e contratos, enquanto fortalece o consumo local. 

Por exemplo, nosso estudo sobre microempreendedorismo no Brasil estima ganho médio de renda de 9,5% associado à formalização.

No modelo econômico, um aumento de 10 pontos percentuais na taxa de formalização está associado a cerca de 1,08 ponto percentual adicional no crescimento posterior da atividade econômica estadual. 

E a conectividade digital amplia esse efeito.

As projeções também mostram diferenças regionais no ganho de renda: 

  • Nordeste e Centro-Oeste chegam a aproximadamente 15%;
  • Norte a 11,4%;
  • Sudeste a 8,8% e Sul a 5,4%.

Então, o estudo sobre microempreendedores brasileiros mostra que a formalização tem maior potencial justamente onde a base informal e a vulnerabilidade econômica são maiores.

Veja como esses números foram calculados e conheça as projeções até 2030. Acesse o estudo completo “Tese de impacto para inclusão produtiva e crescimento do PIB até 2030”. 

Quanto a formalização pode acrescentar ao PIB até 2030?

A formalização pode acrescentar até R$ 181 bilhões ao PIB, segundo a simulação mais ampla apresentada no estudo sobre microempreendedorismo no Brasil, com aumento de 10 pontos percentuais na taxa de formalização.

“Em um cenário em que a gente cuida do microempreendedor, faz a oportunidade chegar nele e ajuda ele a se formalizar, a gente pode chegar até R$ 180,7 bilhões injetados em nossa economia. Isso significa R$ 70,00 a mais por mês por habitante no país e mais R$ 138,00 por mês na renda de cada empreendedor. É um potencial muito grande.”

— Mariana Rodrigues, cargo certinho na Aliança Empreendedora a inserir

A revisão atual é mais moderada que a projeção apresentada em 2022. O ganho de renda estimado passou de 12% para 9,5%, e o coeficiente macroeconômico foi revisto com base em dados até 2025 e conectividade.

Ainda assim, o estudo estima que cerca de 2 milhões de brasileiros poderiam ficar acima da linha de pobreza usada na simulação. 

No Nordeste, aproximadamente 120 mil microempreendedores estariam nessa condição.

O que os dados indicam para políticas de inclusão produtiva?

O estudo sobre microempreendedorismo no Brasil indica que a formalização precisa caminhar com crédito produtivo orientado, assistência técnica, conectividade, proteção de renda e políticas de cuidado, principalmente entre pessoas de baixa renda inscritas no CadÚnico.

Neste cenário, o CadÚnico reúne 10,4 milhões de microempreendedores, equivalentes a 37% do total analisado. 

Aproximadamente 57% são informais e 7 em cada 10 estão em extrema pobreza, segundo os parâmetros usados pelo estudo.

Para empresas, institutos e organizações sociais, esse estudo sobre microempreendedores brasileiros oferece uma base para direcionar investimentos sociais, programas de capacitação e iniciativas ligadas a ESG e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O que empresas, organizações e governos podem aprender com o estudo

O estudo sobre microempreendedorismo no Brasil oferece dados que ajudam empresas, organizações sociais e governos a direcionar melhor políticas, investimentos e programas voltados aos pequenos negócios.

A pesquisa mostra, por exemplo, que a informalidade não se distribui de maneira uniforme pelo país. 

Como mostramos acima, o Norte, Nordeste e áreas rurais apresentam taxas menores de formalização, enquanto infraestrutura, acesso a mercados e conectividade aparecem associados a melhores condições para que o empreendedor avance nesse processo.

Os dados também colaboram para identificar onde diferentes iniciativas podem ser mais necessárias:

  • governos devem estruturar políticas que combinem formalização, proteção social, conectividade e acesso a crédito;
  • empresas podem direcionar investimentos sociais e projetos ESG para territórios e públicos com maior vulnerabilidade;
  • organizações sociais têm a chance de desenvolver programas de capacitação e apoio mais próximos das barreiras vividas por cada grupo.

Outro ponto importante é que a formalização está associada a ganhos de renda e a efeitos positivos sobre a atividade econômica. 

O estudo estima ganho médio de 9,5% na renda no contexto da formalização e mostra que avanços na taxa de formalização podem contribuir para o crescimento do PIB.

Esses resultados reforçam a importância de usar evidências para definir prioridades e criar iniciativas mais conectadas às diferentes realidades do microempreendedor brasileiro.

Baixe gratuitamente o estudo da Aliança Empreendedora e conheça os dados que ajudam a orientar políticas, investimentos e programas de apoio ao empreendedorismo.  

Infográfico colorido mostra perfil racial, idade e gênero em estudo sobre microempreendedorismo no Brasil, destacando desigualdades.

O compromisso da Aliança Empreendedora com a produção de conhecimento

Na Aliança Empreendedora, usamos pesquisas e evidências para compreender melhor a realidade de quem empreende no Brasil e fortalecer o ecossistema de apoio aos pequenos negócios.

Há dez anos, produzimos estudos, promovemos debates e desenvolvemos materiais que ajudam a dar visibilidade aos microempreendedores formais e informais, especialmente os que vivem em maior vulnerabilidade econômica.

Esse conhecimento contribui para:

  • orientar programas de inclusão produtiva;
  • apoiar políticas públicas e investimentos sociais;
  • aproximar empresas e organizações da realidade dos microempreendedores;
  • ampliar o debate sobre formalização, renda e desigualdades.

Para nós, produzir conhecimento significa criar bases mais sólidas para decisões que possam ampliar oportunidades e fortalecer quem empreende em todo o país.

Conheça a Aliança Empreendedora e aprofunde sua visão sobre o microempreendedorismo no Brasil.

FAQ sobre microempreendedorismo no Brasil

Quantos microempreendedores existem no Brasil?

Em 2025, o Brasil reunia 27,9 milhões de microempreendedores, segundo a PNAD Contínua analisada pela Aliança Empreendedora. O grupo representava mais de 27% dos ocupados e se consolidava como um dos principais blocos do mercado de trabalho nacional em 2025.

Qual é a taxa de formalização dos microempreendedores?

A taxa de formalização chegou a 34,7% em 2025. Isso significa que cerca de dois terços dos microempreendedores ainda atuavam sem CNPJ, com menor acesso a crédito formal, emissão de notas fiscais, contratos empresariais e histórico financeiro estruturado no país.

A formalização aumenta a renda do microempreendedor?

O estudo estima ganho médio de 9,5% na renda associado ao contexto da formalização. O registro amplia possibilidades de acesso a mercados, crédito, emissão de notas e contratos, mas seus efeitos dependem das condições econômicas e produtivas de cada negócio.

Qual é o impacto da formalização no PIB brasileiro?

Segundo as simulações, um avanço de 10 pontos percentuais na formalização pode acrescentar até R$ 181 bilhões ao PIB. O modelo também associa esse avanço a crescimento econômico estadual, especialmente quando existe conectividade digital para apoiar os empreendedores no país.

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