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Empreendedoras compartilham experiências de superação e crescimento

Empreendedoras compartilham experiências de superação e crescimento

Equipe da Aliança e as empreendedoras presentes no evento

Durante o evento promovido pela Aliança Empreendedora, profissionais mostraram como a organização ajudou o seu negócio a dar certo

Em uma sala emprestada de um prédio localizado na avenida Paulista, no centro da cidade de São Paulo (SP), cerca de 50 mulheres se reuniram na tarde de ontem (16/11) para discutir algo em comum: o

empreendedorismo. Durante o 3º Encontro de Empreendedores, evento que faz parte da programação da Semana Global do Empreendedorismo de 2011 e foi promovido pela Aliança Empreendedora, pequenas e futuras empresárias puderam compartilhar suas dúvidas e experiências profissionais.

“É um momento de aprender muito e conhecer pessoas que passaram e que ainda passam por dificuldades e desafios semelhantes”, afirmou Lina Useche, cofundadora da Aliança Empreendedora, organização sem fins lucrativos que promove a inclusão e o desenvolvimento econômico e social da população de baixa renda no país. “Essas empresárias são protagonistas da mobilização em prol do empreendedorismo brasileiro”, disse Lina.

Maria Lourdite Sales, 67 anos, nunca fez um empréstimo sequer para criar a Arte e Ação. Fundada em 2008, a associação tem o objetivo de dar a oportunidade a mulheres da Vila Guacuri, comunidade carente localizada na Cidade Ademar, na região sul da cidade de São Paulo, a confeccionar e vender produtos artesanais. Maria Lourdite, que faz parte da diretoria da associação, conta que o investimento inicial foi de apenas R$ 60. Atualmente com 23 voluntárias, a associação produz oficinas de artesanato e brindes corporativos e ainda participa de feiras e exposições. Cada artesã ganha de acordo com o que produz.

Por meio da atuação da Aliança Empreendedora, a associação não só se formalizou como aprendeu a gerir melhor o negócio, com a criação de catálogos e fichas técnicas. “Fiquei surpresa ao perceber que era possível aplicar os ensinamentos aprendidos em aula na prática”, conta Maria Lourdite. Segundo ela, os frequentes altos e baixos da associação foram substituídos por uma ascensão contínua, e a Arte e Ação tornou-se financeiramente sustentável. Com a arrecadação de matéria-prima doada pelos membros da própria comunidade, as artesãs transformam caixas de leite, coadores de café e retalhos em geral em enfeites para casa e escritórios.

A Arte e Ação conta com uma lojinha e um espaço reservado para eventos e exposições. Para pagar o aluguel, as voluntárias realizam mutirões de vendas. A associação já carrega em seu currículo trabalhos para empresas como a AES Eletropaulo e Nike, além de encomendas que chegam a 9.000 peças. “Daqui para a frente, pretendemos abrir uma loja em um shopping bastante movimentado de Diadema e, com isso, crescer cada vez mais”, diz Maria Lourdite.

O salão de beleza unissex “Tudo di Bom” é outro exemplo. Fátima Silvério, 33 anos, já foi auxiliar de cozinha, funcionária de uma metalúrgica e empregada doméstica em Curitiba, no Paraná. Casada e mãe de dois filhos, decidiu largar tudo e investir em seu grande sonho: abrir seu próprio salão de beleza. “Demorei dez anos para construir meu sonho, mas valeu a pena.” A curitibana investiu em sua capacitação profissional e fez diversos cursos de cabeleireiro.

No dia da inauguração de seu salão de beleza, Fátima atendeu apenas duas clientes que, não por acaso, eram suas amigas. Diante das dificuldades, como movimento fraco e falta de recursos, a cabeleireira não desanimou e, desde então, já mudou quatro vezes de local – sempre em busca de um ponto com maior visibilidade para promover o seu negócio. Hoje, seu salão é formalizado e está localizado em uma avenida do bairro de Tatuquara, em Curitiba.

Fátima conta que suas dificuldades surgiram justamente quando o dinheiro começou a aparecer. Foi aí que a empresária percebeu que não sabia administrar os recursos. Com a consultoria e os cursos da Aliança Empreendedora, Fátima aprendeu estratégias para fidelizar a clientela, como abrir o estabelecimento aos sábados e às segundas-feiras e criar promoções-surpresa. Aprendeu também noções de orçamento gestão administrativa. Hoje, a empresária atende 200 clientes fixos por mês. “No final do ano, o movimento chega a triplicar”, diz.

Com sede em Curitiba (PR), a Aliança Empreendedora tem equipes espalhadas pelos estados de São Paulo, Pernambuco e Bahia. Em parceria com outras organizações, governos e empresas, trabalha pela disseminação da cultura empreendedora e dá apoio a mais de 6.000 microempreendedores urbanos e rurais de 12 estados brasileiros. Entre seus parceiros estão a Natura e a Eletropaulo.

por Nathalia Prates, para o site Pequenas Empresas e Grandes Negócios

 

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