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Saber como cocriar projetos com organizações sociais pode ser a virada de chave que sua empresa busca. 

Você já deve ter investido em ações sociais que não decolaram ou sentiu que o dinheiro investido poderia ter gerado mais impacto, certo? 

O problema comum nesses casos é desenhar soluções de longe, sem entender a realidade de quem está na ponta. 

No Brasil, cada município tem, em média, ao menos uma organização social ativa, ou seja, existe um território gigante esperando por parcerias que realmente funcionem.

A seguir, você vai entender o caminho para construir projetos que entregam resultados para todos.

O que é cocriação de projetos com organizações sociais?

Cocriação é uma parceria em que diferentes atores desenvolvem soluções em conjunto, lado a lado. 

No contexto social, significa que empresas e organizações sociais desenham projetos de forma colaborativa, assim, unem conhecimento técnico com experiência de campo.

Isso gera soluções muito mais eficazes porque nascem da realidade de quem está na ponta. 

Imagine uma empresa que quer fortalecer pequenos negócios locais. Em vez de criar um curso genérico, ela se junta a uma organização social que já atua com microempreendedores na comunidade.

Deste modo, em parceria, desenvolvem um programa de aceleração sob medida para aquela realidade. 

Não por acaso, saber como cocriar projetos com organizações sociais se torna uma habilidade essencial, ainda mais quando sabemos que no Brasil, cada município tem, em média, ao menos uma organização social ativa, de acordo com estatísticas, o que mostra o potencial dessas parcerias pelo país.

Benefícios da cocriação de projetos para empresas, organizações e territórios

Aprender como cocriar projetos com organizações sociais gera valor compartilhado. 

A lógica é simples: quando todos participam da solução, os resultados se tornam mais sustentáveis e legítimos. 

Na sequência, veja os impactos em cada frente.

Benefícios para empresas

Para as empresas, saber como cocriar projetos com organizações sociais fortalece a agenda ESG na prática, já que as ações são legítimas e conectadas com a realidade. 

Além disso, a reputação da marca ganha consistência, pois o marketing social deixa de ser superficial e passa a contar histórias reais. 

E não para por aí! O contato com o terceiro setor abre portas para inovação e novas formas de resolver problemas, o que torna a operação mais eficiente e alinhada às demandas da sociedade.

Leia também: Veja como implementar ESG na sua empresa em 12 passos práticos

Benefícios para organizações sociais

As organizações sociais têm acesso a recursos, know-how e redes de contato que empresas levariam anos para construir. 

Com isso, elas potencializam seu impacto sem perder a essência, profissionalizam a gestão e conseguem escalar projetos que antes eram limitados por falta de verba ou estrutura, sempre mantendo o protagonismo no território.

Benefícios para territórios

Quando se entende como cocriar projetos com organizações sociais, o território é o grande beneficiado. 

Vamos imaginar uma organização social focada em microempreendedores.

Com ela, a cocriação de um projeto abre espaço para gerar mutirões de formalização, acesso a crédito consciente e rodadas de negócios locais. 

Desta forma, a comunidade ganha com o fortalecimento da economia do bairro, o que gera renda e emprego. 

Neste cenário, os microempreendedores deixam de atuar na informalidade e passam a enxergar oportunidades de crescimento que antes não existiam, algo que movimenta todo o ecossistema local.

O papel das organizações sociais na cocriação de soluções

Para acertar na parceria, é fundamental entender o valor que a organização social entrega. Ela não é apenas uma executora, é também uma guia no território. Saber como cocriar projetos com organizações sociais passa por reconhecer esses quatro pilares:

  • conhecimento do território: a organização social conhece os ambientes, os líderes comunitários e, principalmente, as dores e potências de quem vive ali, um conhecimento que evita que a empresa cometa erros de desenho por puro achismo;
  • mediação com comunidades: a organização social atua como tradutora e construtora de pontes, algo que gera confiança e engajamento genuíno da comunidade no projeto;
  • implementação e acompanhamento: ela está presente no dia a dia, sabe como a comunidade responde e consegue ajustar a rota quando algo não sai como planejado, desta forma, garante que a ação não vire um “projeto de gaveta”;
  • aprendizado contínuo: mais do que executar, a organização social aprende com o processo e realimenta a parceria com percepções, o que torna a empresa parceira mais humana e a própria comunidade mais empoderada.

Como cocriar projetos com organizações sociais na prática

Estimativas mostram que o terceiro setor tem potencial de movimentar US$ 443 bilhões até 2029, e as organizações sociais já contribuem com cerca de 4,27% do PIB brasileiro ao empregar mais de 5,9 milhões de pessoas .

Ignorar esse potencial é perder uma grande oportunidade. Por isso, entender como cocriar projetos com organizações sociais e colocar em prática é um diferencial competitivo. 

Siga o passo a passo abaixo para pôr a mão na massa com método!

Guia ilustrado mostra como cocriar projetos com organizações sociais em quatro etapas: diagnóstico, escuta ativa, desenho conjunto e avaliação de impacto, promovendo engajamento comunitário.

Diagnóstico

O primeiro passo de como cocriar projetos com organizações sociais começa com o diagnóstico.

Antes de qualquer ação, é preciso mergulhar no território para entender seu funcionamento. 

Isso envolve um mapeamento profundo da região, uma leitura cuidadosa do contexto social e econômico local e a identificação dos atores-chave, como associações, lideranças e outros negócios que já operam por ali.

Escuta ativa

De nada adianta um diagnóstico frio se não houver diálogo. Esse é o segundo passo de como cocriar projetos com organizações sociais.

A escuta ativa, por meio de metodologias participativas, é o que garante que o projeto faça sentido. 

É o momento de envolver a organização social e, principalmente, os beneficiários finais. 

Esse processo de escuta sincera é o que constrói a confiança, a base sólida de qualquer parceria duradoura.

Desenho conjunto

Com diagnóstico e escuta realizados, é hora de desenhar. 

Aqui, a palavra-chave é “juntos”, pois a definição de objetivos precisa ser compartilhada e fazer sentido para todos. 

A partir daí, o grupo parte para a cocriação de soluções que sejam, ao mesmo tempo, desejáveis para a comunidade e viáveis para a empresa. 

Tudo isso deve ser validado com os envolvidos antes de sair do papel.

Avaliação de impacto

Por fim, é preciso medir. Um projeto cocriado precisa provar que funciona. 

Para isso, utilizam-se indicadores e métricas específicas, como o SROI (Retorno Social sobre o Investimento), que traduz em números o valor social gerado. 

E mensurar o impacto não é só uma formalidade, é a chave para entender o que funciona, melhorar a estratégia e, principalmente, conseguir escala para transformar a realidade de mais pessoas.

Exemplos de projetos cocriados com organizações sociais 

Um exemplo é o programa Missão Empreendedora, cocriado pela Aliança Empreendedora em parceria com a Pluxee. 

A iniciativa acelera negócios liderados por empreendedoras do setor de alimentação em todo o Brasil com cursos gratuitos de gestão, finanças e marketing, mentoria com especialistas, networking com o ecossistema Pluxee, capital semente para destaques e suporte personalizado via Pluxee Cuida.

Os resultados deste exemplo de como cocriar projetos com organizações sociais falam por si:

  • + de 8,5 mil mulheres inscritas;
  • 2,8 mil certificadas;
  • 45 mil conteúdos assistidos;
  • 61% de crescimento e aumento de receita;
  • 21% de formalização;

Cerca de 30% credenciadas na rede Pluxee;

25% com acesso a serviços bancários.

A Priscila, empreendedora dona do Bolos da Alice, uma das vencedoras do Prêmio Missão Empreendedora, contou como o projeto transformou sua forma de ver e conduzir seu negócio. 

“Esse projeto foi um divisor de águas no meu negócio, porque com o valor eu consegui investir e consegui crescer mais um pouquinho.”

Confira mais no vídeo da Pluxee:

O papel da Aliança Empreendedora na cocriação de projetos sociais

Há 20 anos, a Aliança Empreendedora mostra na prática como cocriar projetos com organizações sociais de verdade. 

Por aqui, já cocriamos mais de 270 projetos ao lado de empresas de diferentes segmentos, sempre com um objetivo claro: fortalecer microempreendedores e reduzir desigualdades. 

Nosso diferencial está na metodologia própria e na aplicação da Teoria do Effectuation e da Teoria da Mudança, que colocam o empreendedor da base no centro da solução, algo que assegura que o recurso investido gere autonomia e transformação duradoura.

Entre em ação agora. Fale com o time da Aliança Empreendedora e descubra como transformar parcerias em impacto concreto.

Perguntas frequentes sobre cocriação de projetos sociais

O que é cocriação de projetos sociais?

É um processo colaborativo no qual empresas, organizações sociais e beneficiários constroem juntos soluções para problemas sociais. A lógica é unir recursos, conhecimento e experiência prática para gerar impacto mais eficaz e sustentável.

Quem deve participar da cocriação?

Devem participar empresas, organizações sociais, lideranças locais e os próprios beneficiários. Quanto mais diverso o grupo, maior a chance de criar soluções conectadas à realidade e com maior legitimidade social.

Quanto tempo leva um processo de cocriação?

O tempo varia conforme a complexidade do projeto. Pode durar de algumas semanas a meses, passando por diagnóstico, escuta, desenho conjunto, implementação piloto e avaliação de impacto contínua.

Como empresas podem cocriar com organizações sociais?

Podem aportar recursos financeiros, conhecimento técnico, gestão e tecnologia. Em troca, aprendem sobre o território, fortalecem seu ESG e desenvolvem projetos alinhados ao propósito e à estratégia do negócio.

Como medir impacto em projetos cocriados?

Por meio de indicadores sociais, econômicos e ambientais. Ferramentas como SROI ajudam a traduzir impacto em valor. A mensuração permite ajustes, comunicação transparente e expansão das iniciativas bem-sucedidas.

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