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Vem aí a terceira edição do Fórum Brasileiro de Microempreendedorismo 360

Vem aí a terceira edição do Fórum Brasileiro de Microempreendedorismo 360

Desenvolvimento pela Inclusão Produtiva será o tema do evento deste ano, que espera reunir mais de 200 participantes representando diferentes área do ecossistema empreendedor.

A inclusão produtiva urbana é um conceito que pressupõe a articulação de ações e programas que favorecem a inserção no mundo do trabalho por meio do. E essa inclusão produtiva pode acontecer de diferentes formas como por exemplo emprego formal, do empreendedorismo ou de empreendimentos da economia solidária. A abordagem reúne iniciativas de apoio a microempreendedores e a cooperativas de economia solidária, de oferta de qualificação profissional e de intermediação de mão de obra.

Buscando aproximar olhares dentro desse segmento do empreendedorismo, a Inclusão Produtiva é o tema da 3ª edição do Fórum Brasileiro de Microempreendedorismo 360. Uma iniciativa da Aliança Empreendedora e do Bank of America Merrill Lynch, o evento – que acontece no dia 3 de julho, na Unibes Cultural, em São Paulo – reunirá lideranças do ecossistema de apoio ao microempreendedor brasileiro e empreendedores para debater o “Desenvolvimento pela Inclusão Produtiva” a partir de quatro pilares: Formalização, Inclusão Financeira, Capacitação e Políticas Públicas.

“Queremos trazer uma visão mais aprofundada do microempreendedor de baixa renda e esperamos que o público possa ganhar maior consciência de quem é esse empreendedor, quais são seus sonhos, anseios, dores e desafios e que o ecossistema (setor público, privado e terceiro setor) pense e construa soluções para os principais desafios desse público. Nosso objetivo é que o ecossistema de apoio gere cada vez melhores soluções para os desafios dos microempreendedores de baixa renda no Brasil”, explica Lina Maria Useche, cofundadora e diretora executiva da Aliança Empreendedora.

O setor

Pequenos e médios empreendedores são responsáveis por uma relevante fatia da economia brasileira. Mais do que isso, eles movimentam economias locais, promovem inclusão e impacto social.

Dados compartilhados pela Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa (SEMPE), do Governo Federal, durante a edição do Fórum do ano passado revelam que o setor responde por 27% do Produto Interno Bruto (PIB), 54% dos empregos formais e 99% das empresas. São 6,4 milhões de estabelecimentos no Brasil, que respondem por 52% dos empregos com carteira assinada no setor privado.

Um dos participantes da edição passada do Fórum Brasileiro de Microempreendedorismo 360, o secretário especial da SEMPE, José Ricardo da Veiga, destacou na ocasião a necessidade de promover uma maior convergência entre as organizações que compõem o ecossistema de apoio ao microempreendedor.

“O risco é estarmos todos com boa vontade, mas cada um olhando para um lado. O trabalho da Secretaria busca estimular um diálogo, um eixo de conversão na estruturação da política para micro e pequenas empresas no Brasil. O que permeia esse Fórum promovido pela Aliança é também a colaboratividade, o trabalhar em conjunto. A base da economia brasileira é o microempreendedor e temos que ajudá-lo a crescer. Por isso, trabalhamos com parcerias dos mais diferentes tipos, para termos um Brasil mais forte, apoiado no empreendedorismo e ajudando o empreendedor.”

De acordo com artigo publicado por Deonta D. Wortham e Peter W. Roberts, pesquisadores dos Estados Unidos que também marcaram presença na edição de 2018 do Fórum, não há distribuição igualitária de micronegócios, sendo encontrados em menor número nas regiões de mais baixa renda. Enquanto nas comunidades de alta renda havia 19 empresas por mil residentes, nas de baixa renda esse número era de 13.

“Há uma diferença de conhecimento, de acesso a oportunidades de trabalho e a mentores que poderão guiar jornadas. É preciso reduzir essa diferença e estamos trabalhando para isso. É necessário ver o que funciona e o que não, em cada território e como os negócios podem ficar de pé. E o mais difícil, mas muito importante, é preciso garantir que os microempreendedores consigam enxergar a sua importância e que o setor público e o terceiro setor possam olhar as microempresas como contribuintes importantes para a vitalidade da economia. Há muito foco, por exemplo, em fomentar uma empresa que vá empregar mil pessoas. Mas imagine como seria bom encontrar mil empresas que empreguem de uma a dez pessoas. Imagine ter cem microempresas atendendo às necessidades da comunidade e inspirando novas gerações a serem também empreendedoras”, analisou Deonta.

O Fórum

Além de disseminar dados, pesquisas e informações sobre o campo, o Fórum Brasileiro de Microempreendedorismo 360 pretende gerar um espaço de troca de experiências entre empreendedores e organizações de apoio (organizações públicas, privadas e mistas).

O evento buscará promover uma visão holística (3600) do campo a partir de perspectivas diversas de diferentes atores que se movem na direção de promover a sustentabilidade do ecossistema. Para que isso aconteça, a programação está dividida com momento de imersão de dados da realidade do microempreendedor, cases inspiradores, painéis com especialistas na área e oficinas de “mão na massa”, em que participantes se unem para buscar soluções para o ecossistema.

Durante o evento, serão apresentados os resultados do Estudo da Jornada do Microempreendedor, realizado  pelo Empreender 360 – plataforma de formação e articulação que visa a fortalecer o trabalho de organizações, empresas e poder público no apoio a microempreendedores. O estudo traz uma visão mais qualitativa de cada etapa da jornada do empreendedor na comunidade: motivações, rede de apoio, recursos, sonhos, dificuldades, etc.

Além da pesquisa, o Empreender 360 irá apresentar um mapeamento das políticas públicas disponíveis para os microempreendedores brasileiros nas esferas federal e estaduais.

Este ano, o Fórum espera reunir mais de 200 participantes entre representantes de empresas, institutos e fundações empresariais, governos federal, estadual e municipal, lideranças do ecossistema de apoio ao setor e microempreendedores.

Lina observa que os participantes terão papel ativo na construção de soluções por meio de atividades ‘mão na massa’. “Todos têm conhecimento e experiências para compartilhar. No Fórum deste ano teremos mais momentos para trocar e construir juntos e, principalmente, mais espaços de contato com os microempreendedores de todo o Brasil”, conta.

O evento contará com transmissão online ao vivo. Informações sobre como participar e mais detalhes da programação estão disponíveis aqui.

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