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Conheça a história da empreendedora Fátima Silvério, do

Conheça a história da empreendedora Fátima Silvério, do “Salão Tudo di Bom” em Curitiba

Depoimento de Fátima no Youtube.

Fátima Silvério tem 33 anos e acaba de chegar à Aliança Empreendedora. Curiosamente, ela fez o caminho inverso do percorrido pelas pessoas que procuram a Aliança. Explicando melhor: Fátima já tem um negócio próprio, um pequeno mas bem montado salão de beleza no bairro do Tatuquara, o “Salão Tudo di Bom” que já emprega três pessoas e possui uma clientela boa e em expansão.

Então, por que começar agora a Escalada Empreendedora?
“Eu senti que precisava melhorar a parte administrativa e, sinceramente, estava com medo de tomar decisões erradas que comprometessem a saúde financeira do meu negócio”, admite Fátima, que agiu bem a tempo, pois se sabe que no Brasil a mortalidade dos pequenos empreendimentos é alta, entre outras coisas porque muitos empreeendedores simplesmente optam por colocar em prática suas idéias antes de reunir o conhecimento necessário para mantê-las em pé. E, agindo assim, acabam ignorando os sinais de alerta.

Bonita e articulada, Fátima se expressa bem e mostra que tem os dois pés bem plantados no chão, o que não a impede, porém, de sonhar alto. “Meu projeto sempre foi transformar o salão em um centro de aprendizado e treinamento, mas já tinha até meio que abandonado essa idéia”, conta. “Agora, com o apoio da Aliança, eu me sinto mais confiante e começo a achar que tudo é possível.”

Colocar em prática um projeto como o dela não é fácil, especialmente sem muito capital e sem acesso a crédito barato. Mas seria um sonho ainda mais distante se Fátima não procurasse se capacitar para realizá-lo. “A Escadada me obriga a pensar meu negócio de outro jeito”, explica Fátima. “Eu sinto que o pessoal da Aliança não pega a gente pela mão, mas ilumina o caminho.”

Casada e mãe de dois filhos, Fátima levou anos e anos antes de chegar onde está. Nascida em São Sebastião da Amoreira, perto de Londrina, ela e o marido vieram para Curitiba em 1996, em busca de melhores oportunidades de trabalho. Aqui ela fez de tudo um pouco, desde trabalhar como auxiliar de cozinha até se empregar como mensalista em casa de família. Entre um emprego e outro, Fátima ia para a escola de cabelereiro, mas sempre abandonava o curso porque sempre aparecia alguma coisa para atrapalhar.

Depois de várias idas e vindas, Fátima pegou o dinheiro do acerto de contas no último emprego, numa metalúrgica, e pagou o curso até o fim, de modo a evitar que um novo imprevisto adiasse outra vez seus planos. “Eu sempre quis fazer  isso”, diz ela. “Agora estou aprendendo a pensar no meu salão não só como um negócio – explica – mas como um lugar que produz beleza e onde é possível melhorar a autoestima das pessoas.”

E, se tudo der certo, em breve também será um lugar onde Fátima vai ensinar o que sabe para outras mulheres sonhadoras e empreendedoras como ela.

Texto de Sonia Stabile.

 

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