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Aliança Empreendedora e Fundação Rockefeller capacitaram imigrantes latinos a empreender uma cadeia da moda mais justa em São Paulo

Aliança Empreendedora e Fundação Rockefeller capacitaram imigrantes latinos a empreender uma cadeia da moda mais justa em São Paulo

Além da capacitação dos microempreendedores donos de oficinas, ações de advocacy e tecnologia potencializaram o impacto do projeto

 

O projeto “Uma Mensagem para a Liberdade” encerrou sua primeira etapa de atividades no dia 16 de dezembro de 2014. O projeto teve como foco o combate ao trabalho análogo à escravidão existente na cadeia de moda com imigrantes latinos, em sua maioria bolivianos, atuando em condições precárias de trabalho em oficinas de costura na cidade de São Paulo, através do empreendedorismo.

As ações começaram em janeiro de 2014 e se dividiram em três frentes de atuação: capacitação em gestão para donos de oficinas de costura; advocacy através da mobilização de parcerias com organizações que também atuam na causa em busca do desenvolvimento de politicas públicas que melhorem as condições de trabalho nas oficinas de costura; e o desenvolvimento de uma solução tecnológica que promova relações mais justas entre oficinas de costuras e varejistas.

A Aliança Empreendedora foi a responsável pela realização do projeto, e a INK pela sua co-gestão. O projeto foi desenvolvido com o patrocínio da Fundação Rockefeller, pois foi um dos vencedores do desafio Centennial Innovation Challenge 2013.

Capacitações
Microempreendedores imigrantes donos de oficinas de costura e imigrantes que queriam montar um novo negócio participaram de capacitações de empreendedorismo e gestão de negócios, ministrados pela equipe da Aliança Empreendedora e por organizações sociais aliadas parceiras. Para a capacitação dos imigrantes, as metodologias utilizadas foram a Jornada Empreendedora e Saúde Financeira (esta em parceria com a Serasa Experian), tendo os materiais e ferramentas traduzidos para o espanhol.

Para essa etapa, três organizações aliadas que já atuavam com os imigrantes, apoiaram e executaram as atividades de capacitação: CAMI (Centro de Apoio ao Migrante), Si, Yo Puedo, e o CIC (Centro de Integração e Cidadania), da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, com a metodologia da capacitação replicada por essas instituições parceiras.

De acordo com Cristina Filizzola, coordenadora do projeto na Aliança Empreendedora, o propósito das capacitações é de oferecer aos imigrantes meios que garantam a melhoria nas suas condições de trabalho: “Com a linha de atuação de formação em gestão aos microempreendedores, a ideia é que os imigrantes saiam da base da cadeia de moda e possam desenvolver suas atividades nas oficinas de costura com condições mais dignas de trabalho”.

Advocacy
Para a atuação em Advocacy foi criado um Conselho Consultivo com parceiros dentro do projeto. O grupo é formado por instituições diversificadas e com conhecimento atuante sobre a cadeia de moda, promovendo assim a troca de experiências no apoio às estratégias do projeto: Andre Cunha , da eWally; Clemence Calzaroni, da Be-linked; Eduardo Lima, da ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil); Juliana Felicidade Armede , da Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania e Coetrae; Mércia Consolação Silva, do Instituto InPACTO, e Roque Pattussi, do CAMI.

Para a conselheira Juliana Armede, o Conselho Consultivo é fundamental: “São olhares diferentes e técnicos que permitiram criar as bases e a linguagem que sustentou a ideia do projeto”.

Solução tecnológica – Plataforma Alinha
Para o desenvolvimento da tecnologia, a Aliança Empreendedora investiu no desenvolvimento da Start-up Alinha, criada pelas empreendedoras Monyse Almeida e Dariele Santos. A start-up foi vencedora do Social Good Brasil Lab 2014, e com isso participou de um laboratório que ajuda a viabilizar projetos que usam as tecnologias e novas mídias para melhorar o mundo e recebeu um investimento semente.

alinha

A plataforma visa conectar os donos de oficinas com os varejistas a partir de um cadastro simples, em que o microempreendedor pode inserir as informações de seu negócio, e com isso os varejistas podem encontrar diretamente as oficinas para contratação de serviços de costura, além de visualizar quais estão mais adequadas à sua necessidade. Essa conexão garante que um possa avaliar o outro no processo de contratação, garantindo assim que existam relações justas na base da cadeia da moda. Além do cadastro e diagnóstico de negócios, o site disponibiliza conteúdo para oferecer apoio e informações adequadas aos donos de oficinas, inclusive com cinco vídeo-aulas do Tamo Junto relacionadas à gestão, traduzidas com legenda em espanhol, assim como outros conteúdos também com idioma adaptado para facilitar o acesso da informação pelos imigrantes. Todo o conteúdo voltado ao imigrante empreendedor foi desenvolvido pela Aliança Empreendedora.

Em 2015 é iniciada uma nova fase da Alinha: o trabalho de campo junto às oficinas de costura para capacitá-las e melhorar as condições de trabalho e administração das oficinas. Outro propósito é de estruturar a rede de instituições parceiras, (ONGs, Institutos, Programas de Governo e Empresas) que de alguma maneira podem contribuir para o desenvolvimento de uma oficina de costura.

Resultados
O projeto possibilitou a capacitação de 36 empreendedores diretamente sendo 27 imigrantes deles donos de oficinas de costura em São Paulo, replicou a metodologia de apoio a empreendedores para três organizações aliadas – sendo duas delas sociais e uma de governo-, formou um Conselho Consultivo com diversos atores, entre eles mais de 35 organizações que desenvolvem ações com a mesma causa e com isso, passou a integrar como ouvinte a COETRAE/SP– Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo, e por fim investiu e acelerou a startup Alinha.

Para Henrry Alejandro Cataquispe Vega,35 anos, proprietário de uma oficina de costura que participou das capacitações, poder ter acesso a informações adequadas para se regularizar como microempreendedor e melhorar o negócio foi muito importante: “Para nós que chegamos ao Brasil com o desejo de empreender um negócio próprio em nossa casa, vocês nos proporcionam os melhores professores sem nenhum custo, o que nos incentiva a nos comprometer ainda mais e dá eficiência ao negócio”.

Conheça mais sobre o projeto Uma Mensagem para a Liberdade:

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