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A história de uma mãe empreendedora: do cuidado dos  filhos a gestão de um grupo produtivo

A história de uma mãe empreendedora: do cuidado dos filhos a gestão de um grupo produtivo

Rose, à direita. "Toda mãe que quer pode sim empreender".

Rose, à direita. "Toda mãe que quer pode sim empreender".

A última pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) já apontou: 53% dos 18,8 milhões novos empreendedores do Brasil são mulheres. Planejadas, cada vez mais presentes nas escolas e universidades e com um interesse maior pela busca do conhecimento que irá impactar em seus negócios, as mulheres estão definitivamente mudando parâmetros no cenário do empreendedorismo brasileiro.

Conciliar esta rotina agitada de ser empreendedora com o fato de ser mãe pode não parecer fácil. Rosmari Oliveira Araujo, de 40 anos, é mãe de seis filhos e empreendedora da Companhia do Bambu e afirma que dá para conciliar tudo. Ela é a fundadora de um grupo produtor de móveis e objetos de decoração em bambu, localizado em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba e tem seis filhos que tem entre 19 e 6 anos. Ela diz que a palavra chave é disciplina e tudo gira em torno da sua organização. Ela organiza os seus horários para o trabalho durante o dia, para a noite e nos horários de almoço cuidar das crianças e da casa.

Rose, como é chamada, empreende há 5 anos e diz que no início era muito difícil pois ela ainda não sabia se organizar. “Toda mãe que quer pode sim empreender. Elas só precisam cuidar bem do seu trabalho e cuidar para que haja tempo para tudo, tanto para o trabalho, quanto para as crianças. Seguir certinho os horários definidos para cada coisa foi o que me ajudou”, disse.

A sua filha mais nova, Valéria, de 6 anos, foi praticamente criada dentro da casa onde o grupo produz os artesanatos feitos de bambu. Ela tinha um ano quando a Rose e mais três pessoas abriram a Cia do Bambu. “A Valéria era acostumada a ficar no carrinho e por isso deu certo. Hoje meus outros filhos brincam de criar peças, e de produzir os seus produtos. O Alison, de 9 anos, até me ajudou uma vez a criar uma peça que eu não estava conseguindo. Como ele está acostumado a brincar com a massinha, foi fácil para ele montar um acessório que estava precisando e eu transformei em fibra”, conta.

E o Dia das Mães para esta mãe empreendedora não significa apenas um dia de descanso. Para a data, a Cia do Bambu teve uma produção especial de 500 porta-retratos. Além disso, o grupo, que é apoiado pela Aliança Empreendedora, aproveitou a data para vender produtos diferenciados voltados para serem presentes para mães, como bandejas para cestas de café da manhã. Rose diz que eles esperam um aumento de renda de cerca de R$800 para cada integrante do grupo só com as vendas do Dia das Mães.

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